Blog EntryComo a Maia deve funcionar - parte 2Nov 4, '05 3:16 PM
for everyone

 A nossa produção terá os seguintes diferenciais:

 

·  Uma fábrica que produza três ou quatro modelos numa linha de produção, reduzindo o tempo ocioso da fábrica e atendendo às várias áreas do mercado. Assim se um modelo é menos vendido, passa-se a fabricar mais dos outros e o equipamento da fábrica não fica parado. Para que a fábrica possa produzir vários modelos, será necessário equipamento flexível que possa ser adaptado de modelo para modelo e uma logística que faça da produção o mais just-in-time possível, para que as flutuações do mercado possam ser seguidas pela produção dos carros. Um certo nível de automação também pode tornar a fábrica mais eficiente. Na produção artesanal a fabricação é flexível, mas é muito lenta.

 

·  Para isso os fornecedores também deverão estar aptos a produzir diferentes peças e mudar o plano de produção para acompanhar as variações de mercado. Além disso, se os fornecedores se encontram perto da montadora, reduz-se o tempo e o custo de transporte das peças. O desenvolvimento conjunto de partes (módulos) do carro entre a montadora e os fornecedores reduzem os custos de projeto e possibilitam a troca de experiências. As montadoras artesanais geralmente desenvolvem a maior parte do carro e assim não dividem os custo e o conhecimento com fornecedores, o que pode elevar os gastos consideravelmente.

 

·  Outra idéia é a divisão dos trabalhadores em equipes para que uns aprendam com os outros e possam pensar juntos na melhor solução dos problemas que surgem na montagem do carro. A mão-de-obra será qualificada, focando o aperfeiçoamento contínuo dos processos. Uma divisão do trabalho também é importante para reduzir custos. Geralmente em um projeto enxuto podem trabalhar cerca de 200 engenheiros. A mão-de-obra artesanal é pequena, extremamente qualificada e conseqüentemente cara. Todos os “operários” da Koenigsegg, por exemplo, são engenheiros, e no projeto da McLaren F1 não compunham a equipe mais que 25 engenheiros.

 

·  O projeto do produto deve ser focado na diminuição de custos. Pode-se usar o auxílio da computação para fazer modelos que prevêem o comportamento dinâmico do carro na vida real. Tendo resultados dados pelo computador, menos protótipos são precisos e o custo cai. Além disso, é preciso pensar em como produzir um produto de alta qualidade usando materiais disponíveis no mercado. A McLaren, por exemplo, usou ouro como isolante de radiação do motor, simplesmente porque o ouro é o melhor isolante. A Ferrari usa couro de vacas suecas nos bancos porque esse couro é o mais perfeito. Na Maia será inadmissível esse gasto exagerado. Queremos qualidade com custo razoável.

 

·  Daremos aos clientes várias opções de personalização de acessórios. Queremos garantir uma certa exclusividade do produto, para não torná-lo comum, ou seja, mais um entre outros tantos. Queremos das ao proprietário a sensação de dirigir um carro feito para ele.  Vimos que na moda do tuning (personalização de carros), os acessórios mais modificados são volante, manopla de câmbio, pedais, bancos, sistema de som e painéis. Para aumentar a exclusividade dos nossos modelos ofereceremos opções variadas desses acessórios, vindo direto da fábrica. Os carros terão sistemas simples de troca desses acessórios, para que o próprio proprietário possa trocar quando quiser.

 

Usar a produção enxuta nos dará qualidade, menor custo e menor tempo de produção. Tal como a Chevrolet e a Ford, a Maia Sport pretende competir no mercado de esportivos com as líderes artesanais.


bernardomedina wrote on Sep 18, '07
cara, de onde vc tirou isso tudo???
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